Estudos



Estudos Bíblicos
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  • O Que é o Dom de Discernimento de Espíritos?

Discernimento de espíritos é um dos dons que o Espírito Santo concede aos crentes. O dom de discernimento espiritual é fundamental na vida da Igreja, pois protege a comunidade cristã do perigo do engano.
A palavra “discernimento” é usada para traduzir o termo grego diakrisis, que significa “julgamento”, “discernimento”, “distinção”. Originalmente esse termo é usado somente em duas outras passagens bíblicas no Novo Testamento (Romanos 14:1; Hebreus 5:14).

O dom de discernimento de espíritos aparece na lista de dons do Espírito Santo registrada por Paulo de Tarso aos escrever aos crentes de Corinto. O texto bíblico diz: “Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra de sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las” (1 Coríntios 12:8-10).

Por que o dom de discernir espíritos é imprescindível?
Satanás é o maior enganador que existe e não há qualquer verdade nele. O Senhor Jesus Cristo diz que o diabo é o pai da mentira (João 8:44). Ele tem atuado desde o princípio da história humana com a finalidade de perverter a verdade de Deus e semear o engano e a mentira no coração do homem. Gênesis 3 revela como Satanás enganou Eva ao distorcer a mensagem de Deus (Gênesis 3:1-5; cf. Gênesis 2:16,17). Obviamente faltou discernimento a Adão e Eva e eles abraçaram a mentira de Satanás.

Então diante de um inimigo tão astuto assim, o dom de discernir espíritos é muito importante. O apóstolo Paulo escreve que Satanás se disfarça de anjo luz com o objetivo de enganar (2 Coríntios 11:14). Ele e seus demônios procuram falsificar a mensagem de Deus e Sua obra. Para tanto, ele possui servos nesta terra que são agentes do engano e promotores da mentira.

Essas pessoas são chamadas na Bíblia de falsos mestres, falsos profetas e obreiros enganosos. O apóstolo Paulo diz que essas pessoas fingem ser servos da justiça, mas chegará o dia em que elas receberam o justo castigo por suas ações (2 Coríntios 11:13-15). Mas por enquanto, o crente deve buscar do Espírito Santo o dom de discernimento de espíritos para não considerar como verdade mensagens, sinais e manifestações fraudulentas.
No contexto de 1 Coríntios 12:10, o uso do dom de discernimento espiritual significa justamente a habilidade concedida pelo Espírito de Deus através da qual o crente é capaz de julgar se alguém fala ou age pelo Espírito Santo ou por um espírito falso e enganador.

Para os crentes de Corinto, por exemplo, o dom de discernimento de espíritos seria muito útil na edificação da comunidade cristã como um todo; pois fazendo uso desse dom as supostas manifestações espirituais que ocorriam ali poderiam ser validadas ou reprovadas. Os crentes coríntios que tinham o dom de discernimento de espíritos seriam capazes de avaliar se realmente era pelo Espírito Santo que determinadas pessoas falavam em línguas, profetizavam, e até operavam sinais.

Exemplos do dom de discernimento de espíritos na Bíblia
Há várias passagens bíblicas que mostram o dom de discernimento espiritual em prática. O apóstolo Pedro, por exemplo, exerceu o dom de discernimento espiritual ao identificar o comportamento enganador de Ananias e Safira (Atos 5:3).
Mais tarde, o apóstolo Paulo, pelo poder do Espírito Santo, usou o dom de discernimento de espíritos quando reconheceu que Elimas era um filho do diabo que agia com toda espécie de engano e maldade. Aquele homem era inimigo de tudo que é justo e um perturbador dos retos caminhos do Senhor (Atos 13:10).
Depois, o mesmo apóstolo mais uma vez soube identificar que as palavras proferidas por uma jovem escrava na cidade de Filipos tinham origem num espírito mau. Aquela jovem estava possessa de um espírito adivinhador (Atos 16:16,17). Esse episódio é muito útil para entender a importância do uso do dom de discernimento de espíritos.

A jovem possessa gritava que Paulo e Silas eram servos do Deus altíssimo e proclamadores do caminho da salvação.
Nesse ponto, de fato, aquela era uma informação correta. O problema era que na boca daquela jovem possessa aquelas palavras era um ataque de Satanás para tentar diminuir a eficácia do ministério dos missionários cristãos. Se Paulo não tivesse discernido os espíritos naquela ocasião, ele teria dado crédito à mensagem da moça e validado sua atividade de adivinhação perante os habitantes daquele lugar.
Por fim, também podemos citar como um exemplo de discernimento de espíritos na Bíblia a ocasião em que Jesus discerniu que Satanás estava falando pela boca de Pedro ao tentar desviá-lo do caminho da cruz (Mateus 16:23).

O uso do dom de discernimento espiritual
O apóstolo João exorta o cristão a não acreditar em qualquer espírito, mas examinar e provar os espíritos para saber se eles procedem de Deus. Isto é necessário porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo (1 João 4:1).
O escritor de Hebreus escreve que é pelo conhecimento das Escrituras, e seu exercício constante, que o crente maduro torna-se apto para discernir tanto o bem quanto o mal (Hebreus 5:14). Então nesse sentido, todo cristão verdadeiro deve ter discernimento espiritual pelo estudo da Palavra de Deus. O homem não natural não compreende e não pode discernir as coisas espirituais (1 Coríntios 2:14).

Mas com base no texto de 1 Coríntios 12:10, também parece que algumas pessoas ainda recebem uma habilidade mais específica da parte do Espírito Santo para discernir os espíritos. Essas pessoas possuem uma capacitação especial dada pelo Senhor para reconhecer os espíritos mentirosos e apontar as doutrinas enganosas que tentam destruir a Igreja.
Além disso, em certos aspectos o uso do dom de discernimento de espíritos mudou desde o tempo dos apóstolos. Isso porque o contexto naquela época era outro. As Escrituras ainda estavam sendo produzidas, e os crentes tinham que saber identificar se uma nova profecia era inspirada por Deus e deveria ser identificada como Escritura.

Hoje, a Palavra de Deus já foi completamente revelada; mas o dom de discernimento de espíritos continua sendo importante para a saúde da doutrina da Igreja. J. MacArthur diz que essas pessoas são as sentinelas que protegem a comunidade cristã das mentiras demoníacas, falsas doutrinas, cultos pervertidos e manifestações carnais.

Mas engana-se quem pensa que essas pessoas agem como um tipo de sensor de detecção de espíritos mentirosos. O juízo que essas pessoas fazem é fundamento na Palavra de Deus. Elas são pessoas tão experimentadas nas Escrituras que imediatamente conseguem avaliar se algo vem da parte do Espírito de Deus ou não. As pessoas que possuem o dom de discernimento de espíritos expõem a verdade da Palavra para desmascarar a mentira.


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  • Ações Valem Mais do Que Palavras

"Samuel, porém, respondeu: 'Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros'" (1 Samuel 15:22)

Quando Deus ordenou que Saul resolvesse contas com alguns inimigos antigos, os amalequitas, Saul obedeceu parcialmente. Como resultado, Deus o rejeitou como rei. O pecado de Saul pode parecer insignificante para nós, mas quem somos nós para dizer que algo é pequeno se for um grande problema para Deus? Quem somos nós para dizer que isso não importa? Se Deus diz que importa, então importa.

Deus olha para o coração. Deus vê coisas que não vemos. E Deus já podia ver que o coração de Saul se afastava.

Algumas pessoas dizem: "O que há de errado em me divertir um pouco? Eu sei quando parar."

Mas pecado é pecado, e pecados "pequenos" sempre levam a pecados "grandes". É aí que começa.

Li sobre um homem da Malásia que detém o recorde mundial de beijar cobras venenosas. Ele beijou uma cobra rei 51 vezes. Podemos ter essa atitude em relação ao pecado: posso lidar com ele. Ele nunca vai me morder. Nunca vai me pegar. Então, um dia, esse beijinho será a sua ruína. Vai se tornar o beijo da morte.

Como o profeta Samuel disse a Saul: "Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a palavra do Senhor, ele o rejeitou como rei" (1 Samuel 15:23).

Às vezes, as pessoas que pecam descaradamente pensam que podem compensar a Deus. Elas acham que vão dar mais na oferta... Vão cantar mais alto na igreja... Vão para um estudo bíblico no meio da semana. Mas a obediência é melhor que o sacrifício. Não se trata de obedecer a Deus sempre que acharmos fácil, conveniente ou popular. Jesus disse: "Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno" (João 15:14).

Deus quer que lhe obedeçamos. Ele está mais interessado em nossas ações do que em nossas palavras.

FIM!
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  • Tempo na Presença Dele

"Uma coisa pedi ao Senhor, é o que procuro: que eu possa viver na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação no seu templo" (Salmos 27:4)

Davi amava estar na presença de Deus. Sempre queria mais. Isso é uma coisa maravilhosa para a gente notar. Ele escreveu: "Uma coisa pedi ao Senhor, é o que procuro: que eu possa viver na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação no seu templo" (Salmos 27:4).

Sob a antiga aliança, o povo judeu era representado pelo sumo sacerdote, que entrava no templo e oferecia sacrifícios a Deus.

A boa notícia é que não precisamos ir a um prédio para ter um encontro com Deus. Graças ao que Cristo fez na cruz, temos acesso ao Senhor a qualquer hora, em qualquer lugar. Hebreus 10:11-12 diz: "Dia após dia, todo sacerdote apresenta-se e exerce os seus deveres religiosos; repetidamente oferece os mesmos sacrifícios, que nunca podem remover os pecados. Mas quando este sacerdote acabou de oferecer, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus." Podemos entrar na presença de Deus onde quer que estejamos.

Você sabia que o seu carro pode ser um santuário? Por que não usar o tempo na estrada para se edificar espiritualmente? Você pode orar, ouvir ensinamento bíblico ou música cristã. Quando enfim chegar ao seu destino, vai ter aprendido algo ou glorificado a Deus pelo louvor. Você pode encontrar Deus onde quer que esteja.

Quando você toma a decisão de ter comunhão com outros cristãos, de adorar ao Senhor e de ouvir a Palavra de Deus, essa é uma ótima escolha.

Esse era o foco de Davi. Não é à toa que ele foi descrito como sendo um homem segundo o coração de Deus. O desejo de estar na presença de Deus ficava na dianteira de sua vida.

FIM!
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  •  O Que é Orar em Nome de Jesus? 

Orar em nome de Jesus significa fazer uma oração a Deus pela autoridade de Jesus Cristo. Uma pessoa que verdadeiramente ora em nome de Jesus é aquela que se identifica com os propósitos de Cristo. Uma oração feita em nome de Jesus, de acordo com os princípios bíblicos, indica que a vontade da pessoa que ora está alinhada à vontade de Deus.

É o próprio Senhor Jesus quem ensina que devemos orar em seu nome. Já na semana de sua crucificação, Jesus disse aos seus discípulos: “Tudo o que pedirdes em meu nome, eu o farei; de modo que o Pai seja glorificado no Filho. O que pedirdes em meu nome, eu o farei” (João 14:13,14).

Na sequência Ele também explicou que foi Ele quem escolheu seus discípulos e os designou para que dessem frutos permanentes; e mais uma vez repetiu: “a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele lhes conceda” (João 15:16). Depois, ainda uma vez mais Jesus afirmou: “Se pedirdes alguma coisa ao Pai, Ele lhes concederá em meu nome. Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (João 16:23,24).

Por que devemos orar em nome de Jesus?
Por sermos pecadores, não podemos entrar na presença de Deus com base em nosso próprio merecimento. Então nós necessitamos de um mediador para intervir por nós. A Bíblia claramente diz que esse mediador é Jesus Cristo, e não há nenhum outro além d’Ele (1 Timóteo 2:5). Quando oramos em nome de Jesus nos aproximamos de Deus com base nos méritos de Cristo.

Nós nos apresentamos diante do Pai vestidos da justiça de Seu próprio Filho. O escritor de Hebreus diz que mediante Jesus, o Filho de Deus, nosso Sumo Sacerdote que está no céu e que se compadece de nós, podemos nos achegar confiantes junto a trono da graça “a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:14-16). Portanto, é mediante a obra de Cristo que podemos nos aproximar de Deus em oração; e podemos fazer isto com a certeza de que Ele nos ouvirá.

O que orar em nome de Jesus não significa?
É verdade que muita gente entende de forma equivocada e distorcida o significado de orar em nome de Jesus. Muitas pessoas pensam que a orar em nome de Jesus é simplesmente adicionar a frase “em nome de Jesus” no final de cada oração. Claro que isto está errado!
Terminar uma oração dizendo “em nome de Jesus” não é uma espécie de mantra; não é uma fórmula mágica que garante a eficácia de uma oração. Definitivamente o fato de incluir essa frase numa oração não significa que Deus sempre irá fazer conforme lhe foi pedido em oração.

Orar em nome de Jesus é algo muito sério
Como a própria frase indica, orar em nome de Jesus é tomar o nome do Filho de Deus em validação de nossa oração. Quando falamos em nome de alguém, isso significa que falamos sob a autoridade de outra pessoa; não sob a nossa própria autoridade.

Então basicamente quando oramos em nome de Jesus estamos dizendo: “Pai, lhe apresentamos esta oração sob a autoridade de nosso Senhor Jesus. O que pedimos nela também é algo que teu próprio Filho quer e nos autoriza a pedir, para que o objetivo final seja trazer mais glória ao teu nome”. W. Hendriksen explica isto dizendo que uma pessoa que ora em nome de Jesus da forma correta, jamais deseja alguma coisa que Cristo não queira.

Então a oração corretamente feita em nome de Jesus é respondida porque ela jamais será construída sob as bases do interesse próprio e do egoísmo humano; mas sempre estará fundamentada na causa do Reino de Deus. W. Hendriksen diz que uma oração no nome de Jesus Cristo é aquela oração que está em harmonia com aquilo que Cristo revelou sobre si mesmo. Logo, quando uma oração assim é respondida, o Pai é glorificado no Filho.

A oração em nome de Jesus é centrada na vontade de Deus
O apóstolo João escreve: “E esta é a confiança que temos para com Ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, Ele nos ouve” (1 João 5:14). Esse tipo de oração emana da fé; nela sempre está implícita a verdade de que é a vontade de Deus que deve prevalecer, e não a nossa. Na oração do Pai Nosso Jesus nos ensina a dizer: “Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6:10).

Então a verdadeira oração feita em nome de Jesus sempre estará de acordo com os propósitos de Deus. Portanto, muito mais do que apenas adicionar uma frase no final de uma oração, orar em nome de Jesus é comunicar ao Pai um pedido que o próprio Filho está de acordo. Wayne Grudem diz que orar em nome de Jesus é ter nossos corações sempre conscientes de quem é o nosso Salvador, mediante o qual podemos orar ao Pai.

FIM!
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  • Por Que os Judeus Não se Davam Com os Samaritanos?

Os judeus não se davam com os samaritanos porque eles consideravam os samaritanos um povo mestiço e sincrético. O conflito entre judeus e samaritanos remonta aos tempos do Antigo Testamento. Também no tempo de Jesus, o ódio mútuo de judeus e samaritanos é registrado em algumas passagens do Novo Testamento que claramente apontam a rivalidade e divisão entre os dois grupos.

Para entender melhor por que os judeus não se davam com os samaritanos é preciso considerar, primeiramente, o contexto histórico da monarquia em Israel. Após a morte do rei Salomão, o reino de Israel formado por suas doze tribos foi dividido em duas partes; cada qual com seu próprio rei. A parte norte fixou sua capital em Samaria; enquanto que a parte sul continuou tendo Jerusalém como sua capital política e religiosa conforme estabelecido pelo rei Davi.

Os dois reinos, em diversas ocasiões, pecaram contra Deus; mas a situação do Reino do Norte acabou sendo pior. O Reino do Norte teve uma série de reis ímpios que fizeram aquilo que era mau perante o Senhor. Esses reis conduziram o povo a uma vida de pecado.

O castigo divino de forma mais extrema chegou primeiro ao Reino do Norte do que ao Reino do Sul. O Reino do Norte foi sendo progressivamente tomado por estrangeiros e tão logo Samaria caiu diante do Império Assírio. Todo esse contexto histórico explica a origem dos samaritanos como um povo detestado pelos judeus.

Por que os judeus odiavam os samaritanos?
Mesmo antes da divisão do reino de Israel já havia alguma rivalidade entre as tribos israelitas. Mas conforme foi dito, a divisão de Israel em dois reinos e a posterior queda de Samaria, que culminou numa miscigenação de seus habitantes, foi o ponto de partida do ódio entre judeus e samaritanos que se estendeu pelos séculos seguintes. Nesse sentido, podemos indicar alguns fatores que ajudam a explicar por que os judeus não se davam com os samaritanos.

A divisão entre judeus e samaritanos por motivos étnicos
Em primeiro lugar, podemos dizer que os judeus não se davam com os samaritanos por causa de sua mistura com outros povos. Os judeus consideravam que os samaritanos não tinham sangue puro. Eram israelitas que se misturaram com outros povos.

Quando a Assíria tomou Samaria, o rei assírio deportou muitos israelitas para outras terras de seu império; e também importou pessoas de outros povos subjugados pela Assíria para viver em Samaria. Os israelitas que continuaram viveram em Samaria acabaram se misturando com os estrangeiros e assimilando os costumes desses povos.

Então, principalmente através do casamento entre israelitas e estrangeiros, um povo mestiço foi sendo formado em Samaria. Por isto na sequência da história a palavra “samaritano” passou a designar especialmente esse povo misto da região de Samaria.

A divisão entre judeus e samaritanos por motivos religiosos
Em segundo lugar, os judeus não se davam com os samaritanos por causa de diferenças substanciais no aspecto religioso. De fato após a queda de Samaria muitos samaritanos misturaram o monoteísmo hebreu com o politeísmo dos povos pagãos que ocuparam aquela região. Mas depois houve um esforço para que os samaritanos fossem instruídos na Lei de Deus; embora muitos deles continuassem a incorporar a adoração ao Senhor em suas práticas idólatras (2 Reis 17:24-41).

Com o tempo os samaritanos edificaram seu próprio templo de adoração no Monte Gerizim e tiveram seus próprios sacerdotes. Eles também passaram a considerar a adoração no Templo em Jerusalém inapropriada, alegando, inclusive, que o Monte Gerizim era o único local correto de adoração designado por Deus a Moisés; ao invés do Monte Sião. Esses samaritanos monoteístas criam no único Deus e consideravam apenas a Torá como Escritura. Mas eles desprezavam os escritos proféticos e outras tradições judaicas.
A divisão entre judeus e samaritanos por problemas históricos
Em terceiro lugar, os judeus não se davam com os samaritanos por causa de alguns eventos históricos que fizeram por aumentar a hostilidade entre os dois grupos. Quando os judeus voltaram do cativeiro babilônico, eles receberam permissão para reconstruir o Templo e os muros da cidade de Jerusalém.

Inicialmente os samaritanos se apresentaram a Zorobabel querendo ajudar os judeus na reconstrução do Templo. Mas quando tiveram sua ajuda negada, tão logo eles começaram a fazer grande oposição contra os judeus e atrasaram a obra (Esdras 4:2-5). Também quando Neemias começou a reconstruir os muros de Jerusalém, um de seus maiores opositores foi Sambalate, o governador de Samaria à época (Neemias 2:10,19; 4:1; 6:1).

A rivalidade entre judeus e samaritanos aumentou ainda mais quando Esdras e Neemias procuraram enfatizar o zelo pela pureza do povo judeu remanescente do cativeiro. Também naquele tempo o neto do sumo sacerdote se casou com a filha de Sambalate, e Neemias o expulsou. Neemias queria limpar o povo de toda influência estrangeira que pudesse perverter a adoração a Deus (Neemias 13:28-30).

Estudiosos dizem que foi nesse contexto de rivalidade aguda entre judeus e samaritanos que o Templo no Monte Gerizim foi edificado pelos samaritanos. Flávio Josefo ainda destaca que os samaritanos recebiam de braços abertos os judeus que quebravam as leis judaicas. Isto obviamente fazia por aumentar o ódio dos demais judeus.

Josefo também escreve que os samaritanos eram interesseiros; eles se aproximavam dos judeus em tempos de prosperidade, mas que se afastavam quando os judeus eram perseguidos; e até se aliavam aos adversários dos judeus. Tempos depois, um dos governadores macabeus foi o responsável por destruir o templo dos samaritanos no Monte Gerizim.

Um episódio que ocorreu provavelmente entre os anos 6 e 9 d.C. retrata bem a rivalidade entre judeus e samaritanos. Parece que um samaritano entrou no Templo de Jerusalém e espalhou ossos humanos com a finalidade de profaná-lo.

Os judeus não se davam com os samaritanos no tempo de Jesus
No tempo de Jesus os Evangelhos mostram como os judeus não se davam com os samaritanos. Toda aquela rivalidade histórica culminava em comportamentos hostis de ambos os lados. Muitos judeus piedosos da Judeia e da Galileia preferiam adotar uma rota maior em determinado percurso apenas para não passar pelo território samaritano e correr o risco e se contaminar cerimonialmente por causa dos samaritanos hereges.

Também é verdade que alguns samaritanos faziam de tudo para barrar os viajantes judeus. Alguns estudiosos dizem que o ódio por parte de certos samaritanos era tão grande que eles chegavam a assassinar alguns peregrinos judeus.

Mas o Senhor Jesus, por outro lado, em nenhum momento aprovou ou fomentou esse ódio entre judeus e samaritanos. Jesus Cristo também anunciou o Reino de Deus aos samaritanos. Ele esteve em Siquem, uma cidade que reunia muitos samaritanos. Sua hospitalidade para com os samaritanos chegou a impressionar a mulher samaritana junto ao poço de Jacó (João 4:9).

Na Parábola do Bom Samaritano Jesus também colocou um samaritano como exemplo para os judeus (Lucas 10:30-37). Quando Jesus curou dez leprosos, o único que voltou para agradecer-lhe foi um samaritano. Mais tarde Jesus também repreendeu o apóstolo Tiago e o apóstolo João que queriam ver a destruição de um vilarejo samaritano que não demonstrou hospitalidade (Lucas 9:52-56).

Por fim, após a ressurreição, o Senhor Jesus também indicou que em Sua Igreja não havia espaço para o ódio entre judeus e samaritanos (Atos 1:8). Sua obra expiatória reuniu judeus, samaritanos e gentios na constituição de seu povo santo. Por isto, apesar da rivalidade entre judeus e samaritanos, o Evangelho foi anunciado na região de Samaria e muitos samaritanos foram convertidos a Cristo (cf. Atos 8).

FIM!

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  • A Necessidade de Viver com Sabedoria

"Naquela mesma noite Belsazar, rei dos babilônios, foi morto, e Dario, o medo, apoderou-se do reino, com a idade de sessenta e dois anos" (Daniel 5:30-31)

"Cada nação tem uma vida útil. O poderoso Império Persa sobreviveu por 208 anos. A glória da Grécia foi apagada após 268 anos. A poderosa Roma governou por nove séculos. A dos Estados Unidos da América já dura 246 anos.

A antiga Babilônia durou cerca de 86 anos. E no quinto capítulo de Daniel, encontramos a história de sua queda.

Os babilônios sentiram que a sua cidade e a sua nação eram invencíveis. Afinal, eles tinham uma série complexa de paredes – algumas com até 90 metros de altura. A água era abundante, porque o poderoso rio Eufrates corria pela cidade. E eles haviam estocado comida suficiente para alimentar a sua população pelos próximos 20 anos.

Mas neste momento, historicamente, eles não sabiam que as forças medo-persas, sob o comando de Ciro, estavam do lado de fora de seus muros.

O avô do rei Belsazar, o rei Nabucodonosor, havia morrido. Antes de sua morte, ele teve uma conversão dramática após um período de insanidade. Belsazar, por outro lado, fez de tudo para zombar de Deus. E isso nunca acaba bem, é claro.

Enquanto Belsazar festejava e bebia vinho de taças retiradas do templo em Jerusalém, uma mão apareceu e escreveu na parede do palácio. Este é o momento em que o salão de banquetes se tornou um tribunal. E Deus disse ao rei, com efeito: “Seus dias estão contados.”

O julgamento estava à porta, literalmente. A Bíblia nos diz: “Naquela mesma noite Belsazar, rei dos babilônios, foi morto, e Dario, o medo, apoderou-se do reino, com a idade de sessenta e dois anos.” (Daniel 5:30-31).

Haverá uma última noite para cada pessoa, uma última noite para cada nação. Haverá uma última refeição, uma última declaração, um último suspiro, e então: a eternidade. Precisamos viver nossas vidas com sabedoria, porque não sabemos quanto tempo ainda temos.

FIM!
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  • Abras os Seus Presentes

"De modo que não lhes falta nenhum dom espiritual, enquanto vocês aguardam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado" (1 Corintios 1:7)
Amo dar presentes para as pessoas. Quando tenho um presente para minha esposa, gosto de entregar-lhe quando saímos para jantar. Ela pega o presente e cuidadosamente o coloca de lado. Então ela diz: “Vou abri-lo depois da sobremesa.”

“Não, não depois da sobremesa”, eu digo. “Quero que você abra o seu presente agora. Estou tão empolgado – acho mesmo que você vai gostar!”

Da mesma forma, quando Deus nos dá dons espirituais, Ele quer que os usemos já! Escrevendo aos cristãos em Roma, o apóstolo Paulo disse: “Anseio vê-los, a fim de compartilhar com vocês algum dom espiritual, para fortalecê-los” (Romanos 1:11).

Em Romanos 12:6, Paulo falou sobre esses dons. Ele disse: “Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada [...]". Vamos esperar para abrir os presentes apenas após a sobremesa? Não. Da mesma maneira, não devemos esperar para usar os dons que Deus nos deu.

Paulo também escreveu: “De modo que não lhes falta nenhum dom espiritual, enquanto vocês aguardam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado” (1 Coríntios 1:7).

Quando você se torna cristão e pede a Jesus para entrar em sua vida, quando você pede a Ele para lhe capacitar e encher você com o Espírito Santo, Ele coloca dons do Espírito em você. Portanto, você precisa descobrir quais são esses dons e começar a usá-los.

Esses dons do Espírito que Deus quer nos dar como cristãos não são brinquedos para brincar. São ferramentas para construir. E são armas para lutar.

FIM!


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